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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Missa: a visita e a acolhida.

Prá mim, ir à Missa é uma delícia, um conforto, uma "recarga"!
Não nego que às vezes não estou muito a fim, mas pondero como sendo a mesma preguiça que sinto algumas vezes de visitar minha mãe, a minha sogra, uma amiga, etc., quando considero ´somente' obrigação.
Esse encontro dominical, vendo como uma visita a alguém que está me esperando de braços abertos, com a mesa posta, aguardando ansiosamente pela minha presença, é a revigoração que inicia minha semana. E quando sinto Sua presença, Sua acolhida calorosa, seu Peito aberto, fico em paz, com Aquela paz, a Sua Paz.
E fé, não adianta negar, tem que ser cultivada. É também uma dádiva, claro, um presente Dele, mas não devo deixá-la num canto, esquecida e abandonada.
Crer em coisas não palpáveis, pode parecer loucura. Dar um salto na escuridão, não é pouca coisa. É necessário que nesses encontros semanais haja essa descoberta desconcertante, essa alegria que palpita, para que transformemos nossas vidas.
Entendi que não bastava dizer que acreditava em Deus, por uma tradição de família, ou até cultural; não, interpretar a vida, a família, os acontecimentos, o trabalho, as tragédias, a fome, a imbecilidade que acomete a televisão, a política que me perturba, a corrupção, a paz que reina em alguns lugares contra a guerra em outros, a tristeza, a felicidade, etc., etc., e tudo que não conseguirei nenhuma explicação, tinha QUE TER UM SIGNIFICADO MAIOR, uma modificação no meu modo de pensar.
Não ter medo, caminhar em frente, pensar um pouco antes de tomar uma atitude, ouvir o que o outro tem a falar, ter vontade, tentar mudar o rumo de uma prosa desgastante, confortar, nem que seja só com a presença, tem tudo a ver com fé.
Se a fé não transformar para melhor, não "mover montanhas", não te fazer melhor, não é fé. Aquilo que aprisiona, que não deixa refletir nem modifica o modo de perceber as coisas, é alguma outra coisa, menos fé.
Conseguir olhar o outro (qualquer outro!) sem ameaças, concorrências, e com a possibilidade de poder fazer alguma coisa, foi a minha grande experiência da fé.
A fé, a amizade, o amor, a caridade tem que ser regada como uma planta melindrosa. Se coloco muita água ela afoga, se deixo de regar, ela morre. E é na Missa que vou encontrar "o colo que preciso" para descansar e me encorajar, e a água para a meu "jardim".

3 comentários:

  1. A fé sempre deve estar em manutenção. Aliás, tudo que amamos e acreditamos!

    Beijo, querida.

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  2. Ai mama, que lindo!
    Desta vez vc estava mais do que inspirada para escrever, talvez seu melhor texto!
    mil beijos

    ResponderExcluir
  3. "e quando amanhecer
    o dia eterno, a plena visão,
    ressurgiremos por crer
    nesta vida escondida no pão!"

    ResponderExcluir

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