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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Para desenferrujar,

nada melhor que dar uma "bisoiada" nessa tal política nacional. O que será o fim disso tudo?
Se a escarafunchação fôsse mesmo séria, o Carlinhos Cachoeira iria entregar até nem sei quem!
Mas como nem isso é levado a sério, alguns poucos se lascarão.
Não imaginava que o Démóstenes era isso tudo aí! Fiquei bege! Para mim, era um dos paladinos da moral e dos bons costumes; decepção total.
Só para completar, a Hillary tá pensando que a Dilma se preocupa e combate a corrupção, ledo engano.
Se não fôsse a imprensa não saberíamos nem da metade desses fatos sujos e imundos que emporcalham a política brasileira, e que tantos procuram inibí-la. A torcida para que a imprensa seja sempre livre, e para que a democracia prevalesça, é da maioria. Ainda vemos uma luz no final do túnel. E  é só, por hoje.

sábado, 17 de março de 2012

Como amar uma criança

Janusz Korczak é o autor desse belíssimo livro. Livro indicado para todos, mas imprescindível para mães, também de qualquer  idade, mas fabuloso para recém-mamães.
Escrito em 1914, tendo sido publicado em segunda edição em 1929, e completamente indispensável em 2012. Pode acontecer isso com um livro? Só quem tiver o privilégio de aproveitar essa leitura, entenderá a magnitude dele.
Korczak ecreve com a alma, falando da amamentção, dos afagos que o bebê requer  e dos prazeres que provocam, da descoberta das mãozinhas, dos sinais que a mamãe vai começando a perceber nos filhinhos, dos medos que sentem, e das inúmeras contradições que vão surgindo ao longo do desenvolvimento de uma vida que está apenas desabrochando.
"A vida dá corpo aos sonhos. É a partir deles, que se constrói a realidade."
"Se a jovem mãe pudesse compreender a importância dos primeiros dias e semanas, saberia qe a saúde de seu filho depende desse espaço de tempo, que determinará todo o seu futuro, e o da  mãe também. Entretanto, como é fácil desperdiçá-los!"
"Em que dia de hoje de nosso filho é menos precioso que seu amanhã?"
"A criança não é um bilhete de loteria que deve ganhar o primeiro prêmio para se tornar importante. Todos os homens têm sua própria centelha capaz de iluminar os centros de felicidade e de verdade."
"Não renuncie as noites insones. Elas darão a voce o que nenhum livro, nenhum conselho, pode dar. É durante essas noites que nasce o seu melhor e espantoso aliado, o anjo da guarda de seu filho: a intuição do coração materno."
Dei esse livro à Pati quando o Pedro nasceu; eu não o tinha lido, terminei hoje. Estou boquiaberta com tanta delicadeza. Pensei que pode ter sido o melhor presente que poderia ter dado.
Uma pessoa amiga me encontrou lendo esse livro em um consultório, e perguntou: "por acaso você ainda não sabe amar uma criança?" Respondi com um sorriso delicioso.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Carta ao Pedro

Meu querido neto,
eu fiquei tão feliz e realizda com você aqui em casa  nestes dias de Carnaval, que resolvi  te escrever uma carta; apesar de estar aqui no meio virtual, ela foi passada a limpo, coisa tão antiga, copiada de uma folha em  letra de mão ("vovó, numtôentendendonada...").
 Sabe, pensei que se talvez,  os "escafandristas, aqueles da música do Chico, também vierem vasculhar minha casa e acharem fragmentos de cartas, poemas, num fundo de armário,  milênios milênios no ar"...  irão constatar que as avós amam  muito os netos, e que a Sonica é integrante  desse rol. Acho bobagem ficar falando que amo mais que todas, porque amor de vó deve ser semelhante nessa espécie, mas não faltou vontade.
Pedrão, "vamo lá":  vc foi abençoado com o bom-humor,  presentão de Deus. Tente de todas as formas preservá-lo. Eu também fui, como outras pessoas também foram, mas muitas não deram importância a esse presente, e foram deixando-o de lado, e ele se foi. Não deixe, tá? Agarre-o muito firme! Bom humor nessa vida é primordial, essencial.
Outra coisa: a vida é prá ser vivida, com seus altos e baixos. De novo com a ajuda  do Chico: " ...uns dias chovem, outros dias fazem Sol, mas o que eu quero lhe dizer: é que a coisa aqui tá preta"...infelizmente tem verdade nessa canção: a corrupção e a bandidagem correm soltas no nosso país, e em muitos outros lugares, mas a vovó tem esperança que um dia a coisa vire, e bandido e corrupto vão estar no lugar certo, e nós iremos viver bem melhor. Isso depende um pouco de nós todos, e até de você!
 "Numquedito, vovó", pois é, mas vamos conversar melhor sobre isso mais prá frente! Mas o que eu quero mesmo lhe dizer  hoje é que não adianta ir atrás do impossível, é importante  permitir-se errar, e divertir-se com simplicidade é bom demais!
Agora oh: piano é muito legal mesmo, você experimentou e acho que gostou, pois tocou todos os dias. É uma das melhores coisas da vida: a Sonica adora! Mas aqui vai mais  um segredo: arte em si é deliciosa. Você vai conhecer um monte de outras formas, e até vai saber da célebre frase: a vida é uma arte!
Livros então, meu Deus! São sempre nossos companheiros, amigos, sabe como? Claro que você sabe, já os adora. Não os abandone, grude-os com o bom humor, e segue camihando pela vida.
Esporte é outra maravilha. Faz parte da tão falada vida saudável! Com o tempo, você vai conhecendo as modadalidades, e vai se identificar com alguma delas. Cole também juntinho com mais alguns ítens: os filmes (ah, os filmes!), a música, os estudos, e também é necessário estudar Inglês. Nem adianta reclamar.
Ficaria aqui escrevendo tanta coisa, mas acho que já ficou comprida demais essa carta. Vou fazer o seguinte: logo te escrevo outra, combinado?
Já já será seu aniversário. 2 anos." Puxa que puxa", diria o Júlio, como passou rápido! Outro clichê, mas fazer o quê?" È vero"! E não esquecerei jamais o 1 e 9, 1 e 10, e o 1 e 11. Serão eternos. Obrigada pela sua companhia e pela sua alegria.
Fique com Deus e com um super beijo da,
Vovó Sonica.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Envelhecimento X Amadurecimento

Em um gráfico, esses dois vetores deveriam ser proporcionais, se se pensasse que o envelhecer  traz junto o amadurecer; pode acontecer com as árvores frutíferas, seres vivos , mas com o ser humano, pode  ser inversamente proporcional.
O envelhecer era visível aos olhos até pouco tempo, hoje confunde-se ou assusta-se com o resultado desse acontecimento tão natural.
O amadurecimento não é tão visível, é necessário convivência e compartihamento para perceber e sentir. E nos traz grandes surpresas. Um ancião pode ter um grau de amdurecimento 3 (numa escala de 0 a 10), e um jovem ter 8, por exemplo. Vice-verso existe sim, seria o óbvio e  o comum, mas não é o que sinto e vejo ao meu redor.
Tanto em grupos familiares, de amigos ou consultório, o que mais encontro é um não amadurecimento, um não crescimento, que me fez pensar, será que amadureci suficientemente? O que prevaleceu até hoje aqui nessa mulher?
Um vídeo da Jane Fonda falando sobre o terceiro ato da vida, causou um certo conforto em mim.
Ontem foi meu aniversário, ganhei o meu neto em tempo integral por uma semana, por conta de férias da minha filha e genro, o que senti como o melhor presente que poderia receber, além da vinda de  outro neto que chegará em Julho!
Ah, meu Deus, quanta felicidade sentida  nestes dias! Isso seria sinal de amadurecimento? Não ficar com medo da felicidade, e sim sentí-la plenamente, e ao mesmo tempo, esse pensamento dúbio e paradoxal.
Outro ponto interessante é o conhecimento X sabedoria, mas esse vou deixar para queimar os "miolos" em outro tempo.
Hoje, um dia pós- aniversário, estou nas nuvens!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Murar o medo...

:Murar o medo, por Mia Couto
O medo foi um dos meus primeiros mestres. Antes de ganhar confiança em celestiais criaturas, aprendi a temer monstros, fantasmas e demónios. Os anjos, quando chegaram, já era para me guardarem, servindo como agentes da segurança privada das almas. Nem sempre os que me protegiam sabiam da diferença entre sentimento e realidade. Isso acontecia, por exemplo, quando me ensinavam a recear os desconhecidos. Na realidade, a maior parte da violência contra as crianças sempre foi praticada não por estranhos, mas por parentes e conhecidos. Os fantasmas que serviam na minha infância reproduziam esse velho engano de que estamos mais seguros em ambientes que reconhecemos. Os meus anjos da guarda tinham a ingenuidade de acreditar que eu estaria mais protegido apenas por não me aventurar para além da fronteira da minha língua, da minha cultura, do meu território.
O medo foi, afinal, o mestre que mais me fez desaprender. Quando deixei a minha casa natal, uma invisível mão roubava-me a coragem de viver e a audácia de ser eu mesmo. No horizonte vislumbravam-se mais muros do que estradas. Nessa altura, algo me sugeria o seguinte: que há neste mundo mais medo de coisas más do que coisas más propriamente ditas.
No Moçambique colonial em que nasci e cresci, a narrativa do medo tinha um invejável casting internacional: os chineses que comiam crianças, os chamados terroristas que lutavam pela independência do país, e um ateu barbudo com um nome alemão. Esses fantasmas tiveram o fim de todos os fantasmas: morreram quando morreu o medo. Os chineses abriram restaurantes junto à nossa porta, os ditos terroristas são governantes respeitáveis e Karl Marx, o ateu barbudo, é um simpático avô que não deixou descendência.
O preço dessa construção [narrativa] de terror foi, no entanto, trágico para o continente africano. Em nome da luta contra o comunismo cometeram-se as mais indizíveis barbaridades. Em nome da segurança mundial foram colocados e conservados no Poder alguns dos ditadores mais sanguinários de que há memória. A mais grave herança dessa longa intervenção externa é a facilidade com que as elites africanas continuam a culpar os outros pelos seus próprios fracassos.
A Guerra-Fria esfriou mas o maniqueísmo que a sustinha não desarmou, inventando rapidamente outras geografias do medo, a Oriente e a Ocidente. E porque se trata de novas entidades demoníacas não bastam os seculares meios de governação… Precisamos de intervenção com legitimidade divina… O que era ideologia passou a ser crença, o que era política tornou-se religião, o que era religião passou a ser estratégia de poder.
Para fabricar armas é preciso fabricar inimigos. Para produzir inimigos é imperioso sustentar fantasmas. A manutenção desse alvoroço requer um dispendioso aparato e um batalhão de especialistas que, em segredo, tomam decisões em nosso nome. Eis o que nos dizem: para superarmos as ameaças domésticas precisamos de mais polícia, mais prisões, mais segurança privada e menos privacidade. Para enfrentar as ameaças globais precisamos de mais exércitos, mais serviços secretos e a suspensão temporária da nossa cidadania. Todos sabemos que o caminho verdadeiro tem que ser outro. Todos sabemos que esse outro caminho começaria pelo desejo de conhecermos melhor esses que, de um e do outro lado, aprendemos a chamar de “eles”.
Aos adversários políticos e militares, juntam-se agora o clima, a demografia e as epidemias. O sentimento que se criou é o seguinte: a realidade é perigosa, a natureza é traiçoeira e a humanidade é imprevisível. Vivemos – como cidadãos e como espécie – em permanente situação de emergência. Como em qualquer estado de sítio, as liberdades individuais devem ser contidas, a privacidade pode ser invadida e a racionalidade deve ser suspensa.
Todas estas restrições servem para que não sejam feitas perguntas [incomodas] como, por exemplo, estas: porque motivo a crise financeira não atingiu a indústria de armamento? Porque motivo se gastou, apenas o ano passado, um trilião e meio de dólares com armamento militar? Porque razão os que hoje tentam proteger os civis na Líbia são exatamente os que mais armas venderam ao regime do coronel Kadaffi? Porque motivo se realizam mais seminários sobre segurança do que sobre justiça?
Se queremos resolver (e não apenas discutir) a segurança mundial – teremos que enfrentar ameaças bem reais e urgentes. Há uma arma de destruição massiva que está sendo usada todos os dias, em todo o mundo, sem que sejam precisos pretextos de guerra. Essa arma chama-se fome. Em pleno século 21, um em cada seis seres humanos passa fome. O custo para superar a fome mundial seria uma fracção muito pequena do que se gasta em armamento. A fome será, sem dúvida, a maior causa de insegurança do nosso tempo.
Mencionarei ainda outra silenciada violência: em todo o mundo, uma em cada três mulheres foi ou será vítima de violência física ou sexual durante o seu tempo de vida… A verdade é que… pesa uma condenação antecipada pelo simples facto de serem mulheres.
A nossa indignação, porém, é bem menor que o medo. Sem darmos conta, fomos convertidos em soldados de um exército sem nome, e como militares sem farda deixamos de questionar. Deixamos de fazer perguntas e de discutir razões. As questões de ética são esquecidas porque está provada a barbaridade dos outros. E porque estamos em guerra, não temos que fazer prova de coerência nem de ética nem de legalidade.
É sintomático que a única construção humana que pode ser vista do espaço seja uma muralha. A chamada Grande Muralha foi erguida para proteger a China das guerras e das invasões. A Muralha não evitou conflitos nem parou os invasores. Possivelmente, morreram mais chineses construindo a Muralha do que vítimas das invasões do Norte. Diz-se que alguns dos trabalhadores que morreram foram emparedados na sua própria construção. Esses corpos convertidos em muro e pedra são uma metáfora de quanto o medo nos pode aprisionar.
Há muros que separam nações, há muros que dividem pobres e ricos. Mas não há hoje no mundo muro que separe os que têm medo dos que não têm medo. Sob as mesmas nuvens cinzentas vivemos todos nós, do sul e do norte, do ocidente e do oriente… Citarei Eduardo Galeano acerca disso que é o medo global:
“Os que trabalham têm medo de perder o trabalho. Os que não trabalham têm medo de nunca encontrar trabalho. Quem não têm medo da fome, têm medo da comida. Os civis têm medo dos militares, os militares têm medo da falta de armas, as armas têm medo da falta de guerras.”
E, se calhar, acrescento agora eu, há quem tenha medo que o medo acabe.

sábado, 28 de janeiro de 2012

"Minha alma canta..."

Converso e leio que muitas pessoas tem momentos de inspiração em horários inusitados, e que logo depois, quando não foi possível anotar nenhuma palavra, tudo aquilo que foi pensado e repensado, desaparece completamente, e não é lembrado nem por reza brava. Ibisen ibidem. Não sei bem se está correto, mas enfim, comigo acontece igualzinnho.
Quando estou na minha caminhada na represa, às vezes assistindo um filme, outras ouvindo uma música, outras tomando banho, conversando, num restaurante...vem um lampejo de algo tão gostoso, ou triste, e daí não tenho onde anotar nada, e penso: assim que pegar uma caneta, ou chegar até o computador, dou uma pincelada. Que nada! Aquilo toma um chá de sumiço, que nem se onde vai parar...e quando estou com tempo  não sai nadica.
Bem, mas "vamo que vamo", talvez ficar com uma caneta e um papel em sentinela, seja uma solução, ou um gravador! Eureka!
Mas aí, bem, aí chega o meu querido Tom Jobim, que eu amo de paixão, que  disse  que ainda bem que ele tinha uma caneta quando estava sobrevoando o Rio de Janeiro, chegando de uma viagem,  e teve aquela inspiraçãozinha de leve , enquanto apreciava aquela paisagem maravilhosa e aconteceu só isso:
    Minha alma canta,
   Vejo o Rio de Janeiro,
   Estou morrendo de saudades
   Rio você...Foi feito prá mim...

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Cavalo de Guerra & Madame Bovary

Comprei uma coleção de filmes e o primeiro que escolhí foi M. Bovary. Gostei; só gostei.
Filme de fotografia incrível, fiquei boquaberta com algumas cenas, semelhantes a paisagens de Monet. Mas esperava mais, tal a fama que ele tem. Legal que cada filme é acompnhado por um livro ótimo; li tudo, sobre a filmagem, direção, etc. Havia lido o livro de Flaubert há muito tempo, e esse filme é a setima adaptação (Chabrol) das oito que houveram dessa obra.
Gustave Flaubert(1821-1880) influenciou tantos aspectos morais na literatura, teatro, cinema e TV, que a palavra "bovarismo" passou a designar "a tendência que certos indivíduos apresentam de fugir da realidade e imaginar para si uma personalidade e condições de vida que náo possuem", que até entrou para o dicionário.

"Leve lenço ao cinema" foi a única coisa que lí sobre "Cavalo de Guerra"; ah!, e que Spielberg o dirigia. Normalmente não gosto de saber opinião de ninguém antes de assistir um filme, principlamente críticas dos "entendidos".
ADOREI. Comecei a chorar antes dos dez primeiros minutos do filme, e parei só no banheiro, onde fui me refazer quando as luzes se ascenderam. Mas foi um choro gostoso (será que existe isso?), de emoção com cenas que vão permanecer na memória e que sintonizaram com minha vida em muitos momentos. Filmão!

domingo, 15 de janeiro de 2012

Pausa da Sonica...

There’s no place like home

A Primeira casa? Um aluguel que quase não cabia dentro do bolso e as paredes amarelas. Quarto-sala-cozinha. São Paulo fascinante. O cantinho ficava numa esquina com a Rua Augusta e tive ali os vizinhos mais paulistanos que já conheci. A casa decorei na cor laranja (sei-lá-porque-motivo)… Minha estante acompanhada de Simone de Beauvoir, Foucault, Balzac, Rosa Luxemburg, Roland Barthes…

Na Segunda casa São Paulo já estava mais cinza, menos charmosa e eu mais solteira do que nunca. Aluguei um apê num bairro arborizado. Abarrotei aquele apartamento de livros…Clarice Lispector, Machado de Assis, Raquel de Queiroz, Neruda e Octavio Paz foram bons companheiros… A casa ficou em tons de azul (sei-lá-porque-motivo) e um quadro hindú no centro da sala. Ganesha, filho de Shiva e Parvati.

Chegou a Terceira casa. São Paulo já não me fazia cócegas. Junto com a Terceira casa (literalmente) chegou o amor da minha vida. A casa ficou apertadinha com o casamento. Mas espaço não foi problema. Tudo ali foi  cenário para o que profissionalmente acontecia fora dela. Curiosamente, encaixotei todos os livros. Fiquei sem a estante. Sei-lá-porque-motivo a casa ficou toda branca e preta. Na parede gravuras de Picasso.

Até que numa caminhada de mãos dadas fomos apresentados ao casarão de 1960.

A Quarta casa veio equilibrar no que São Paulo me falta. Equlibrar o que sobra. Tem jardim. Tom Jobim e Maria Bethania, nossos pássaros que dão bom dia obrigatoriamente as seis da manhã. Pés no chão. A Frida, sabiá  inquilina que nos visita todas as sagradas tardes. Cheiro de bolo com café.

A cozinha tem saudade homenageada nos móveis restaurados da vovó. A sala é dilálogo entre o antigo e o novo. A varanda fica recheada de luz num convite privilegiado para as tardes cúmplices de verão. Rubem Alves na estante.

Foi a primeira vez que fechei olhos e bati meus sapatinhos de rubi: Sair para o mundo e se recolher. Conhecer trilhões de pessoas e ficar só. Falar e depois silenciar.

Ao meu redor estão os livros preferidos. Quadros favoritos. A pessoa favorita - ele. E um jardim a ensinar diariamente que é preciso replantar, mudar de terra.

Sempre acreditei que nossa casa inspira nossa vida. Sempre acreditei que nossa vida inspira nossa casa.  Este Lar doce lar é Zé Rodrix. Um lugar onde eu possa ficar do tamanho da paz. E Nada Mais.

ps: Para quem não se lembra dos sapatinhos de rubi vale reler Frank Baum.


PS2:  Texto da minha nora Raquel; gostei tanto que pedi sua permissão para pulicá-lo aqui. Se ela concordar,  outros estarão se apresentando...

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

"Toda pedra no caminho..."

"Voce deve retirar..."
Dia 1 de Dezembro fui ver o Show do Roberto, talvez a quinta  vez que ele veio na minha cidade, e segunda  que eu compareci. Amei amei! Showzaço! De arrepiar! Quem curte o cara e já o assistiu algum dia, sabe do que estou falando! Essa música é uma das  minhas preferidas...e acordei com ela na cachola, cantarolei várias vezes ..."é pre ci so saber viver...É pre ci so saber viver...É pre ci so saber viver...saber viver...saber viver..."
Penso que como estou de férias da vida, e atolada de corpo e alma no meu neto, e como também A D O R O começo de ano, vou continuar cantando ...está rolando também Chico (CD novo está demais!), Tom, Roberta Sá, Caetano, Mariza Monte (CD novo excelente também)...e claro que não pode faltar  COCORICÓ!!! "Meu querido paiol! Meu querido paiol ol ol ol ol..."
E assim, com fé em Deus e pé na táboa,  vou continuar na escola maravilhosa da vida, aprendendo e aprendendo "...é pre ci so saber viver...SABER VIVER..."

Livros, meu relax n. 1:2016,2015,2014,2013, 2012, 2011, 2010 , 2009

  • Vivências de um psicanalista
  • Um sentido para a vida
  • Sobre a amizade e outros diálogos
  • Segredos e atalhos do iPad - 2011
  • Quase tudo
  • Putz, virei minha mãe!
  • Purgatório
  • Psicanálise dos Milagres de Cristo - 2011
  • Poemas completos de Alberto Caieiro
  • Pense Magro
  • Pensar é transgredir
  • Os catadores de conchas
  • O show do eu
  • O mundo pós-aniversário
  • O monge e o executivo
  • O menino do pijama listrado
  • O livro das ignorãças
  • O livro da sabedoria
  • O estrangeiro
  • O caçador de pipas
  • O brincar e a realidade
  • No divã do Gikovate
  • Niketche - 2011
  • Nietzsche para estressados - 2011
  • Na presença do sentido
  • Millenium
  • Mentes Perigosas
  • Memórias das minhas putas tristes
  • Me larga!
  • Marley e eu
  • Mamãe, posso namorar pelado?
  • Mamãe e o sentido da vida - 2011
  • Longe daqui
  • Leite derramado
  • Ilha Deserta - Livros
  • Ilha Deserta - Filmes
  • Histórias das minhas putas tristes
  • Hamlet
  • Freud - Vol.XIV - 2011
  • Freud - Vol. XXIII
  • Freud - Vol. XXII - 2011
  • Freud - Vol. XXI
  • Freud - Vol. XVIII - 2011
  • Freud - Vol. XVII
  • Freud - Vol. XIX - 2011
  • Freud - Vol. XII
  • Freud - Vol. XI
  • Freud - Vol. VII
  • Freud - Vol. V - 2012
  • Freud - Vol. IX
  • Fora de mim - 2011
  • Família de alta perfomance
  • Fadas no divã, Diana L. Corso e Mario Corso
  • Fadas no divã
  • Eu sei que vou te amar
  • Enquanto o amor não vem
  • Doidas e santas
  • Divã
  • De frente para o Sol - 2011
  • Crime e castigo
  • Conversas sobre terapia
  • Contra um mundo melhor -2011
  • Comer,rezar,amar
  • Cartas a um jovem poeta
  • Caim
  • As pequenas memórias
  • As intermitências da morte
  • Amor é prosa, sexo é poesia
  • Alter Ego
  • Agape - 2011
  • Aforismos - 2011
  • A trama do equilibrio psiquico
  • A sabedoria dos mitos gregos - Aprender a Viver II - 2011
  • A sabedoria da vida
  • A idade dos milagres
  • A história de Edgard Sawtelle
  • A doçura do mundo - 2011
  • A cidade do sol
  • A Cabana
  • 2016-Verdades e Mentiras, Cortella, Dimenstein, Karnal e Pondé
  • 2016-Pressentimentos e suspeitas, Ivo Storniolo
  • 2016-O poder do discurso materno, Laura Gutman
  • 2016-O oitavo selo, Heloisa Seixas
  • 2016-O ano do pensamento mágico, Joan Didion
  • 2016-Mulheres de cinza, Mia Couto
  • 2016-Freud, obras completas, vol. 18
  • 2016-Felicidade ou Morte, Clovis de Barros Filho e Karnal
  • 2016-Enclausurado, Mc Ewan
  • 2016-Dias de abandono, Elena Ferrante
  • 2016-Depois a louca sou eu, Tati Bernardes
  • 2016-Como eu era antes de você, Jojo Moyes
  • 2016-Ah, que bom que eu sei, Brugitte Gross e Jakob Scheneider
  • 2016-A Peste, Albert Camus
  • 2016-A noite do meu bem, Ruy Castro
  • 2016-A felicidade é fácil , Edney Silvestre, Segunda Leitura
  • 2016-A árvore familiar, Denny Johnson
  • 2016-A alma imoral, Nilton Bonder
  • 2016- O livro dos insultos, H.L. Mencken
  • 2015-Tomar a vida nas próprias mãos , Gudrun Burkhard
  • 2015-Pimentas, Rubem Alves
  • 2015-Pequeno tratado das grandes virtudes - André Comte-Sponville
  • 2015-Pai rico pai pobre - Robert T. Kiyosaki
  • 2015-Os amigos, Hamlet L. Quintana
  • 2015-Onde foi que eu acertei? Francisco Daudt
  • 2015-O sol é para todos", Harper Lee
  • 2015-O que a vida me ensinou, Mario Cortella
  • 2015-O incolor Takurukami..., Haruki Murakami
  • 2015-O brilho do bronze, Boris Fausto
  • 2015-Numero Zero, Umberto Eco
  • 2015-Na berma de nenhuma estrada, Mia Couto
  • 2015-Interpretação e manejo na Clínica Wiicottiana, Ela O. Dias
  • 2015-Dom Quixote, Miguel de Cervantes
  • 2015-Diga aos lobos que estou em casa, Carol R. Brunt
  • 2015-Criaturas de um dia, Irvin Yalom
  • 2015-Como envelhecer, Anne Karpf
  • 2015-As pequenas virtudes, Natalia Ginzburg
  • 2015-A visita cruel do tempo, Jennifer Egan
  • 2015-A mágica da arrumação , Marie Kondo
  • 2015-A grande arrete de ser feliz, Rubem Alves
  • 2015-A filosofia de Rudolf Steiner e a crise dompensamento contemporâneo, Andrew Welburn
  • 2015- Pensar bem nos faz bem, M. S. Cortella
  • 2015- Nao nascemos prontos, M. S. Cortella
  • 2014-Uns cheios, outros em vão, Heloísa Seixas
  • 2014-Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra, Mia Couto
  • 2014-Totem e Tabu, S. Freud
  • 2014-Textos de Winnicott
  • 2014-Textos de Pichon Riviere
  • 2014-Textos de Grupos, uma visáo psicanalítica
  • 2014-Textos de Bion
  • 2014-O segredo do meu marido, L . Moriestay
  • 2014-O retrato de Dorian Gray, Oscar Wilde
  • 2014-O nome próprio, Francisco Martins
  • 2014-O fotógrafo, Cristóvão Tezza
  • 2014-Fim, Fernanda Torres
  • 2014-Ensaio sobre a mentira, José Outeiral
  • 2014-Do universo à jabuticaba, Rubem Alves
  • 2014-Conhece-te a ti mesmo, José Outeiral
  • 2014-Adultescer, J. Outeiral
  • 2014-A revolta do corpo, Alice Miller
  • 2014-A festa da insignificância, Milan Kundera
  • 2014-A Ciranda das Mulheres Sábias, Clarissa P. Estés
  • 2014-1Q84, Vol. IIIHaruki Murakami
  • 2013 - Voce já pensou em escrever um livro?
  • 2013 - Subliminar
  • 2013 - Sr. Psicólogo, diga-me como ser feliz
  • 2013 - Por que você é minha - I
  • 2013 - Por que você é minha - II
  • 2013 - Por favor, cuide da mamãe
  • 2013 - Os quatro vínculos
  • 2013 - O Rabino e o Psicanalista
  • 2013 - O psicanalista vai ao cinema
  • 2013 - O oceano no fim do caminho
  • 2013 - O fio das missangas
  • 2013 - Nu, de botas.
  • 2013 - Inferno
  • 2013 - Filosofando no Cinema
  • 2013 - Elogio da mentira
  • 2013 - A vida que vale a pena ser vivida
  • 2013 - A graça da coisa
  • 2013 - A arte de amar
  • 2013 - 1Q84 Vol. II
  • 2013 - 1Q84
  • 2012 - Se eu fechar meus olhos agora
  • 2012 - Rimas de Vida e de Morte
  • 2012 - Profissão: Bebê
  • 2012 - Os sentidos da vida
  • 2012 - O retorno do jovem príncipe
  • 2012 - O clube do filme
  • 2012 - O amor companheiro
  • 2012 - Mulher Desiludida
  • 2012 - Fragmentos Clínicos de Psicanálise
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